O Estilo Caprichoso de Shinichi Omata | Matéria

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Dado este talento para o teatro e o enquadramento proposital, parece mais que apropriado que o primeiro grande trabalho de Omata seja um espetáculo abertamente focado no rakugo. Rakugo é uma forma de arte muito estranha; é essencialmente uma peça de um homem só presa a uma série de suposições formais, onde as histórias esperadas são tão bem conhecidas que a arte vem de como cada artista de rakugo faz um conto clássico. É um trabalho de performance. Um grande artista de rakugo não conta apenas uma história – ele faz a história ganhar vida; ele incorpora os personagens e os traz para o público, trazendo risos, lágrimas ou até mesmo um terror inesperado. Com apenas seus corpos no palco, rakugo é um teste das habilidades dos contadores de histórias.

Criar um anime de época sobre uma forma de arte de nicho baseada na entrega física parece ser uma tarefa difícil, fadada ao precipício da trágica ambição, mas a mão cuidadosa de Omata e a brilhante equipe de interpretação de voz realmente dão vida à arte. Da mesma forma que os artistas dessa arte, o show Genroku Rakugo Shinju também foi um teste a respeito da habilidade de Omata como um diretor compassivo. Rakugo não é algo que seja fácil de se recriar em animação, muito menos que seja atraente para o público não familiarizado com o estilo de arte baseado em performance. No entanto, o diretor do Studio DEEN foi capaz de estender a mão e oferecer performances de rakugo cativantes e imersivas. A força de Omata sempre foi seu storyboard reflexivo. Ele é o tipo de diretor que adora, e construiu seu estilo em torno de, descrever os gestos mais sujos e pessoais/íntimos das pessoas. Um verdadeiro voyeurComo uma forma de arte distinta, o rakugo depende muito da entrega visual; nos pequenos detalhes do trabalho de bloqueio e expressão que permitem que um ator habite simultaneamente muitos eus. A animação não pode retratar cada gesto físico, mas, como o próprio teatro, pode falsificar as largas pedras de toque e preencher as lacunas.


Em Genroku Rakugo, as peculiaridades, encantos e falhas de cada contador de histórias estão em exibição total. Indo pro começo – o primeiro grande desempenho de Yotaro é a peça final do primeiro episódio, uma provação de quinze minutos que transmite maravilhosamente tanto a força de sua performance quanto a experiência pessoal daquela performance enquanto vive. Começamos no fundo da cabeça de Yotaro, quando ele entra em pânico sobre se ele será capaz de impressionar seu antigo chefe e se pergunta por que ele mesmo escolheu perseguir o rakugo em primeiro lugar. Shots próximos capturam alternadamente sua tensão facial e o tremor de seus membros, e quando ele sobe ao palco, a câmera realmente fica com seus olhos virados para baixo, principalmente pegando o chão enquanto ele ouve sua própria introdução. Shots claustrofóbicos transmitem seu próprio senso de pânico e aprisionamento enquanto ele toma a palavra, desesperado para ter sucesso. Mas então ele respira fundo, faz um sorriso modesto, e de repente ele é um artista no palco.


Omata capta os nervos iniciais dos desempenhos para interpretar a arrogância de forma tão natural que assistir a uma apresentação completa de 15 minutos parece facilmente digerível. Muitas performances de rakugo são compostas de tomadas estáticas do contador de histórias, com cortes ocasionais inteligentes e bem arquitetados; não é cinematografia chamativa em qualquer extensão, mas isso não torna as coisas menos cativantes ou eficazes. O foco é inteiramente no contador de histórias, em muitos aspectos, pagando o nível mais profundo de respeito ao rakugo como uma forma de arte.

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